O mais recente balanço do setor de ferramentas, referendo ao período de janeiro a setembro de 2014, registra queda de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Aparentemente esse recuo no volume de negócios não abalou o otimismo das empresas que atuam no setor e muitas delas estão prevendo que 2015 pode ser melhor que 2014.

Um exemplo é a OSG Sulamericana. A empresa, que em 2014 completou 40 anos de presença no Brasil, espera crescer 15% no próximo ano na comparação com 2014. “Dependemos da indústria automotiva. Caso haja uma melhora na produção de automóveis em 2015, com certeza nossos resultados serão melhores. Além disso, nossas ações internas visando a redução de custos de fabricação também serão importantíssimas para que tenhamos resultados positivos”, afirma Toshi Yoshizaki, presidente da filial brasileira.

Yoshizaki explica que não espera grande recuperação da economia brasileira em 2015, apenas que seja um pouco melhor que 2014. “Devido ao cenário de incertezas, estamos focando nossos trabalhos em redução de custos de produção, buscando melhor competitividade”, diz. “Além disso, estamos investindo no aumento da produtividade da nossa linha de ferramentas especiais, a linha High Tech, e reforçando a divulgação e a venda da nossa linha de produtos High Performance”.

Leonardo Barbosa, diretor Comercial da Iscar do Brasil, também demonstra confiança de que sua empresa terá melhor desempenho no próximo exercício. “Iremos ampliar nossos negócios, principalmente mantendo foco nos clientes estratégicos, bem como aumentando nossa parceria com os diversos clientes que tem nos procurado em busca de aumento da produtividade”, afirma.

Em sua avaliação, no ano de 2015 a Iscar aumentará sua participação no mercado brasileiro. E, de acordo com Barbosa, isso será obtido com a somatória de alguns fatores como: as necessidades dos clientes por competitividade; a equipe de alta performance formada pela filial brasileira; a ampla estrutura de engenharia e serviços e a ampliação da linha de produtos IQ.

Rafael Ramirez, gerente de Vendas da Kyocera do Brasil, se diz realista. “Acompanhando a tendência dos diversos setores industriais, o ano será parecido com 2014, com pequena possibilidade de acréscimos em nossa economia, pois teremos menos ‘paradas/intervalos’ no decorrer do ano, diferente de 2014 quando tivemos Copa do Mundo, eleições…”.

No entanto, o gerente destaca que a marca Kyocera tem grande potencial de crescimento no mercado brasileiro. Ramirez lembra que, diferente do que ocorre aqui, onde ainda é pouco conhecida, a marca é uma das líderes do Japão e no mercado asiático. “O mercado brasileiro oferece grandes oportunidades para utilização de nossos produtos”, diz.

Para tanto, serão alinhadas as estratégias visando a penetração em segmentos industriais em que ainda não está presente no País. Além disso, planeja aproveitar ao máximo a sua estrutura atual, em especial o centro tecnológico (Tech Center) que mantém em Sorocaba (SP), intensificando a realização de treinamentos e seminários aos clientes finais.

Outro dado importante, segundo Ramirez, é que a Kyocera está participando de bom número de projetos em seus principais clientes, que foram iniciados em 2014, com a consolidadação das vendas prevista para o próximo ano. “Também estamos ampliando nossa rede de revendas e de distribuição justamente visando à ampliação de nossa presença no mercado brasileiro”.

Fonte: Usinagem Brasil

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