(02/11/2014) – Salvador Fogliano, diretor-geral da Walter do Brasil, diz que tende a ser otimista ao avaliar as perspectivas para 2015. “Será um ano difícil, mas deve ser melhor que 2014”, afirma.
Em sua avaliação, entre os fatores positivos que podem contribuir para um melhor desempenho em 2015 está o fato de que alguns setores tendem a se recuperar no próximo ano, como é o caso dos veículos pesados. “Caminhões apresentaram queda expressiva em 2014”, diz, acrescentando que a indústria automotiva como um todo apresentou resultados abaixo do esperado, assim como o setor de óleo e gás, afetado pelos vários problemas enfrentados pela Petrobras.

A esses fatores conjunturais acrescenta os específicos de sua empresa. Entre eles o lançamento de produtos sobre os quais a Walter tem excelente expectativa. “Teremos várias novidades em furação com potencial para se transformar em diferenciais da Walter no mercado brasileiro”, informa.
Já do lado das dificuldades em 2015, Fogliano lembra que o País está com algumas tarifas congeladas, problema que o novo governo terá de enfrentar o quanto antes e que terá reflexos na indústria. “O aumento de gasolina, gás, diesel irá encarecer a logística, o que, somado à energia elétrica, terá impacto no custo industrial, que já é alto no Brasil”.

Além disso, lembra que hoje existe grande expectativa no meio empresarial para saber qual a política econômica será adotada e quais medidas serão tomadas para que o país fique mais competitivo.
2014 – O executivo conta que a Walter entrou em 2014 com boas expectativas, que se confirmaram ao longo de praticamente todo o primeiro semestre, com aumento no volume de negócios na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em sua opinião, as mudanças na estrutura da empresa e na rede de distribuição explicam boa parte dos ganhos no início do ano. Porém, no final de maio, início de junho, a companhia passou a sentir os reflexos da diminuição da atividade econômica no País, que outras empresas do setor já vinham relatando.

“Desde então os negócios permaneceram em baixa. Verificamos uma leve melhora em outubro na entrada de pedidos, mas não se pode dizer ainda que é alguma indicação de recuperação”, diz. “O mercado está parado”.

Fonte: Usinagem Brasil