Nem só de agrados e mimos vivem os pets. Para garantir o bem-estar dos animais domésticos que hoje somam mais 52 milhões de cachorros e 22 milhões de gatos, é preciso ficar atento à saúde dos bichos. Cada vez mais eles estão inseridos no convívio familiar, dividindo sofá e a cama com os seus donos. Em decorrência disso, os cuidados e investimento em saúde passaram a ser maior, engrossando a cifra do mercado pet aqui no Brasil, que deve chegar ao final do ano em R$ 20 bilhões.

Atualmente, a maior casuística nas clínicas veterinárias são os problemas dermatológicos em cães e gatos, que vão desde simples alergias ocasionadas por ácaros, até problemas mais complexos, como alergias alimentares, dermatites atópicas e doenças autoimunes.

No primeiro dia do COMDEV, que acontece até sábado (28) no Rafain Palace Hotel e Convention Center, as palestras forcaram a dermatologia felina, apresentando aos mais de 1,5 mil congressistas as principais doenças bacterianas e fúngicas, além de dermatozoonoses, doenças que podem ser transmitidas ao ser humano. “O Paraná é o estado da região Sul que mais sofre com casos de esporotricose, uma doença que acomete gatos e que pode ser transmitida ao homem”, explica Marconi Farias (foto), coordenador científico do COMDEV.

O médico veterinário informa que os gatos acometidos pela esporotricose apresentam lesões ulceradas na pele que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. “Os gatos mais acometidos com esta doença são os que tem acesso a rua. Por isso é importante que qualquer alteração um veterinário deve ser consultado para iniciar o tratamento. Não existe vacina, por isso o diagnóstico precoce é extremamente importante para impedir o contágio ao ser humano”, complementa.

O especialista ressalta que a contaminação é por meio do contato com animais contaminados, através de mordeduras, arranhaduras ou resultante da manipulação dessas feridas que contenham grande quantidade de fungos. “Normalmente a infecção é benigna e se limita apenas à pele, mas há casos em que ela se espalha através da corrente sanguínea e atinge os ossos e órgãos internos”, alerta Marconi.

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